sábado, 20 de junho de 2015

NBA The Finals - 40 anos depois, rumo ao sucesso!

As finais da NBA sempre proporcionaram um bom espetáculo. Um ótimo entretenimento para os fãs. Nesta temporada não foi diferente, onde Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors duelaram pelo cobiçado "Larry O'Brien Trophy".


Cleveland Cavaliers foi um time muito citado durante toda a temporada. Se tratava da temporada de retorno do astro LeBron James ao time que o revelou para o mundo. Uma temporada que não começou muito convincente, mas James, Kyrie Ivring, Kevin Love, Anderson Varejão e companhia eram apontados como favoritos para integrarem as finais. E o resultado não podia ser outro, após um final surpreendente de temporada, com apenas 9 derrotas nos últimos 43 jogos da temporada regular. Mas baixas vieram: as contusões. Começou com Varejão, sofrendo uma ruptura no tendão de Aquiles e deixando as quadras pelo resto da temporada, e, mais tarde, Kevin Love desloca o ombro durante o quarto jogo da série contra o Boston. Mas o time seguiu em frente, mostrou todo o pontencial, apesar das baixas, e eliminou o Chicago Bulls e depois o Atlanta Hawks para chegar à tão sonhada final.

Do outro lado estava o time sensação desta temporada. O time que convenceu a todos. O time que se mostrou superior, forte e determinado. O time que nunca desiste. O Golden State Warriors. O time do MVP (Most Valuable Player, do inglês: jogador mais valioso) da temporada, Stephen Curry, que quebrou inúmeros recordes este ano, e foi fundamental para uma campanha fenomenal na temporada regular: 67 vitórias e apenas 15 derrotas. Sequência esta, que continuou impressionando nos Playoffs, após uma varrida na série contra o New Orleans Pelicans, uma virada na série contra o Memphis Grizzlies, após dois jogos ruins, e uma vitória, no que era considerado por muitos, a melhor "Conference Final" do oeste, contra o Houston Rockets de James Harden e Dwight Howard. Chegava a final um time que não poderia estar mais animado e motivado.

Dois times que era apontados como favoritos não decepcionaram e as duas primeiras partidas foram de tirar o fôlego: prorrogação em ambas, e uma vitória para cada lado. Mas, para aumentar ainda mais a preocupação dos Cavaliers, Kyrie Irving fraturou o o rótulo da perna esquerda, o que deixou LeBron James visivelmente sobrecarregado. Mas o astro não desapontou e teve uma incrível média de 35,8 pontos nos jogos das finais e obteve dois triplo-duplos ao longo dos seis jogos da série. Essa encantadora atuação de LeBron James foi primordial para o triunfo dos Cavaliers e a virada na série em 2-1. Mas a sobrecarga no astro do time de Cleveland chegou superou os limites, e os Warriors aproveitaram. Andre Iguodala entrou como titular nos últimos três jogos na série e foi o encarregado por marcar LeBron James, obtendo sucesso e atuando impressionantemente, o que lhe rendeu o prêmio de MVP das finais e o título da NBA para seu time californiano. Desfalcado de três titulares, os Cavaliers até persistiram, mas se abalaram física e emocionalmente, não vencendo no placar isolado de nenhum dos quarto períodos nos cinco primeiros jogos, o que mostra que os Cavs estavam esgotados, e não conseguiram jogar no mesmo nível dos Warriors, que se aproveitaram das baixas do adversário e venceram a série, de virada, por 4-2.

Muitos méritos para os Warriors, que jogaram como um time muito unido, diferentemente dos Cavaliers, cujas perdas de muitos titulares provocou a perda da coesão do time. As atuações isoladas de Stephen Curry, Klay Thompson e Andre Iguodala nas finais por si só já impressionam, mas o alto número de assistências em um jogo ainda mostram a união, a boa tática, boa técnica e boa execução de um time muito bem treinado. Depois de 40 anos volta a vencer o título da NBA o time sensação desta temporada. O time que convenceu a todos. O time que se mostrou forte superior e determinado. O time que nunca desiste. O Golden State Warriors!


Guilherme Jamil

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Análise e reportagem da Stanley Cup 2015 - Fogo no gelo!

Encerra-se mais uma temporada da NHL, da forma mais tradicional novamente, com uma intensa disputa e entrega.

Foi uma Stanley Cup de contrastes, curiosidades, diferente. De um lado, o Tampa Bay Lightning, um jovem time, um grupo formado recentemente, muito veloz e habilidoso. Do outro, o Chicago Blackhawks, com um ataque poderosíssimo, uma defesa que se mostrou muito sólida e eficiente, principalmente na Stanley Cup e um grupo mais experiente, que disputou sua terceira Stanley Cup, com essa mesma base do elenco.


O primeiro jogo mostrou a todos os espectadores que o Lightning poderia oferecer resistência e pressão aos Blackhawks, abrindo o placar e controlando os dois primeiros terços do jogo. Mas, a fim de manter o resultado, o time da Flórida abriu mão de atacar efetivamente, como havia feiro nos períodos anteriores, e permitiu com que o Blackhawks entrasse mais no jogo e a consequente virada com os gols de Teravainen e Vermette, e o time de Illinois saiu na frente na série.

Na segunda partida o Lightning conseguiu pressionar mais o time de Chicago e abriu o placar novamente. Em um jogo muito equilibrado, Os Blackhawks viraram e tomaram a virada apenas no segundo período, com dois gols da "tripleta"do Lightning, quando Chicago ainda se mostrava superior na partida. Mas os Blackhawks não se abateram e chegaram ao empate logo no início do terceiro período, mas eles não contavam que o único gol em "power play" de Tampa Bay viria a onze minutos do término da partida com Jason Garrison, garantindo a vitória do Lightning por 4 a 3 e o empate na série em 1-1.

Mas Tampa queria mais. O jogo 3 começou com uma boa pressão do Lightning que chegou ao gol logo no início do jogo com Ryan Callahan, mas permitiu com que os Blackhawks empatassem o jogo no primeiro período com Brad Richards e virassem no terceiro período com Brandon Saad. O Lightning mostrou que não se abateu e empatou o jogo apenas 13 segundos após o gol de Saad, com Ondrej Palat e chegou a virada após uma jogada rápida pela direita e o desvio certeiro de Cedric Paquette. Apesar da vitória, o time da Flórida saiu com uma baixa do jogo: a contusão do goalie Ben Bishop.

Chicago começou em cima, com muita entrega e disposição, testando o goalie reserva do Lightning, Andrei Vasilevskiy, disparando muito ao gol no início do quarto jogo. Mas foi a anulação da "tripleta", devido a uma boa atuação defensiva, que desequilibrou o jogo a favor dos Blackhawks, que saiu na frente com Jonathan Toews. Com isso o Lightning entrou mais no jogo. E chegaram ao empate com Killorn, mas Brandon Saad que definiria o jogo a favor dos Blackhawks, empatando a série em 2-2.

Com Bishop de volta ao gelo, o Lightning se mostrava inteiro para o jogo até Nikita Kucherov se chocar contra a trave e deixar o jogo 5 no primeiro período. O time de Tampa Bay foi superior no início do jogo mas não conseguiu converter a pressão em resultado. Após uma gigante falha de Bishop, foi Sharp quem abriu o placar para os Blackhawks. Fillipula empatou o jogo, após outra boa pressão do Lightning, que mais tarde cedeu espaços aos contra-ataques para a equipe de Illinois e Vermette decretou a vitória.

Com uma vantagem de 3-2 na série, Chicago fez uma pressão até emocional no Lightning, que não jogaram a sexta partida da mesma forma que jogaram os outros e não entraram efetivamente no jogo, pareciam assustados. Com isso, Chicago jogou mais facilmente, com uma boa atuação de Duncan Keith que foi um dos principais responsáveis por anular a "tripleta" de Tampa pelo terceiro jogo seguido e marcou o primeiro dos gols de Chicago na vitória por 2 a 0, o que lhe garantiu o prêmio de MVP (Most Valuable Player - jogador mais valioso) da Stanley Cup de 2015.

O que Chicago fez foi impressionante. O experiente grupo, agora tricampeão, anulou o poderoso trio ofensivo do Lightning (Ondrej Palat, Nikita Kucherov e Tyler Johnson), a "tripleta", devido a uma grande atuação da equipe de Illinois, sobretudo de Duncan Keith. Os Blackhawks ainda se aproveitaram de algumas falhas do goalie de Tampa Bay, Ben Bishop, e de algumas contusões do time da Flórida, a do próprio Ben Bishop e de Nikita Kucherov . Mas o excelente desempenho dos Blackhawks anulou a "tripleta" e Steven Stamkos não conseguiu marcar nessa defesa, virou a série e atribuir ao Tampa Bay Lightning sua primeira sequência de três derrotas seguidas em toda a temporada. Outro ponto importante a ser ressaltado é o penalty kill de ambos os times desempenhando um bom papel, permitindo gols em menos de 10% das vezes que o adversário teve um power play a seu favor. Essa grande atuação do Chicago Blackhawks lhe rendeu o sexto título, sendo o terceiro dos últimos seis anos, com muitos méritos.


Guilherme Jamil

terça-feira, 16 de junho de 2015

Le Mans 2015 - A prova da resistência

É grande a importância e o significado do automobilismo para o mundo. Incontestavelmente é um dos esportes mais complexos, diversificados, inteligentes, estratégicos, modernos, competitivos e interessantes, e é tudo isso que garante emoção e entretenimento ao público.

A complexidade do esporte é grande pois muitos fatores são primordiais para o triunfo de um profissional no automobilismo. Desenvolver o carro, prepará-lo para cada etapa do campeonato, elaborar uma inovadora estratégia e não se deixar vencer pelo extremo desgaste físico e mental de uma única corrida, tudo isso paz parte da rotina do piloto e de sua equipe. A simples corrida de carros se torna complexa uma vez que o alto grau de profissionalismo dos automobilistas mostra os resultados de um competente e esforçado trabalho. Assim funciona esse esporte.

É, indubitavelmente, um dos mais diversificados esportes, onde fazem a diferença os carros, os pilotos, os circuitos, a forma de trabalho e o tipo de cada corrida, cada qual com seu diferencial. Há as corridas em ovais, circuitos mistos, circuitos de rua, circuitos longos, off-road, com breve, média ou longa duração. Os carros ainda podem ser protótipos, monopostos, carros de turismo, GTs, carros de rali, podendo ainda serem classificados em híbridos, elétricos e movidos à gasolina.

Quando se fala do WEC (World Endurance Championship) trata-se de um campeonato de endurance (do inglês, resistência, corridas de longa duração), com a presença de GTs, carros de turismo e protótipos, híbridos, e movido à gasolina em uma única competição.

Quando se fala das "24 Horas de Le Mans" trata-se de uma das mais bela e tradicionais corridas de toda a história do automobilismo, em um longo circuito de "La Sarthe" (com 13,6 km de extensão), e da mais longa etapa do campeonato, como diz o próprio nome da corrida, com duração de 24 horas.

A Audi, maior vencedora da última década em Le Mans, poderia ser apontada como favorita, principalmente com o carro número 7, que havia ganhado as duas etapas anteriores do campeonato. Mas não foi como nos anos anteriores, onde os carros da Audi tiveram um controle da corrida e venceram as últimas 5 edições. Neste ano, o disputa foi maior. Até contestado foi o retorno da Porsche ao WEC, sobretudo na principal categoria, LMP1. Após um fiasco na edição de 2014, com um 11º lugar e dois abandonos, os carros da Porsche foram bem desenvolvidos e, ao longo das duas primeiras etapas já se mostraram fortes e capazes de disputar com os carros da Audi, conquistando pódios. Na qualificação para a corrida a equipe Porsche já se mostrava presente e ofereceu resistência aos carros da Audi, conquistando os três primeiros lugares para a largada, deixando os carros da Audi em quarto, quinto e sexto lugares. A Toyota, principal adversária da Audi em 2014, não se mostrou tão eficiente quanto a Porsche e a Audi, e não chegaram, em algum momento, disputar efetivamente com os carros dessas equipes.

Durante a corrida, o trio vencedor da última edição chegou a ser bem intenso na disputa contra os carros da Porsche, mas os carros 17 e 19 se mostraram muito mais eficientes e permaneceram na frente. A Audi ainda disputava boas posições com o carro 9, que, mais tarde teve problemas e fez algumas paradas extras para reparos no sistema híbrido. Os jovens pilotos do carro 19 foram muito eficientes e lideraram a grande parte da corrida, e o Porsche 17 chegou a disputar a segunda colocação com o trio vencedor de 2014 do Audi 7, prevalecendo no final.


Nico Hülkenberg e Earl Bamber, os mais jovens do trio vencedor deste ano, nunca haviam disputado
a "24 Horas de Le Mans", que é uma corrida que requer muita resistência física e mental. Mas ambos souberam lidar com essas circunstâncias e logo se adaptaram a uma categoria muito diferente, mesmo com pouco experiência. Impressiona mais ainda o fato de Hülkenberg ter corrido apenas uma corrida da temporada do WEC este ano, sendo esta a única prova de protótipos que disputou em toda sua carreira. O piloto nunca venceu na Fórmula 1, mas chega na mais tradicional e difícil corrida do campeonato de resistência e se adapta à categoria com tamanha facilidade. Seu talento é inegável, mas a forma como Nico conseguiu se adaptar a uma categoria completamente diferente da que está acostumado a correr e com os carros complemente diferentes (já que na Fórmula 1 são usados os monopostos) foi muito impressionante e intersessante. Nick Tandy, o outro piloto do trio, já tem uma ligação maior com os monospotos, e é um pouco mais experiente que Hülkenberg e Bamber. São todos pilotos muito talentosos e ainda com um futuro muito promissor.


O WEC é um campeonato que vem atraindo muitos fãs e expectadores e pilotos do automobilismo. Trata-se de um campeonato interessante, disputado e mais diversificado, pois não há muitos campeonato de endurance no mundo do automobilismo. Mas o WEC é um campeonato atraente, e é possível notar a presença do público e a presença cada vez maior de pilotos conhecidos, geralmente oriundos da Fórmula 1, pois já foram despertados pelo WEC. Que o campeonato continue assim, e novos talento continuem sendo revelados, mas a experiência também não pode faltar.

Guilherme Jamil

domingo, 14 de junho de 2015

Copa América - A seleção brasileira e suas expectativas

Um desastre! Assim podemos definir a Copa do Mundo para o Brasil. Mas será que foi apenas um erro ou o Brasil representa isso mesmo no futebol? A seleção canarinho é uma forte seleção que é capaz de dar a volta por cima nessa Copa América de 2015. Afinal trata-se da maior vencedora seleção da Copa do Mundo.

A Copa América de 2015 será um campeonato interssante, com excelentes seleções e boas disputas. Há um ano atrás, na Copa do Mundo, podemos destacar a boa atuação dos países da América, tanto os da CONCACAF quanto os da CONMEBOL. onde dos 10 países americanos que disputaram, apenas Honduras e Equador não se classificaram para as oitavas de final. Chile, Brasil, Colômbia, Argentina e Uruguai foram os cinco países que representaram a CONMEBOL na segunda fase da Copa do Mundo de 2015 e impressionaram o mundo com boas atuações, sendo recompensadas com a aparição da Argentina na final e do Brasil na semi-final.

Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Uruguai mantiveram as bases da Copa do Mundo. Grandes craques como James Rodríguez, Lionel Messi, Carlitos Tévez, Arturo Vidal e Luís Suárez deverão ser os protagonistas de suas seleções e devem ser o fator diferencial de cada seleção.

O Brasil é um time mais jovem, que passou por uma reestruturação após a Copa do Mundo de 2010. A dupla de zaga brasileira, Thiago Silva e David Luiz, e os laterais Filipe Luís e Daniel Alves são titulares em grandes times europeus e mostram que a seleção canarinho tem uma forte defesa. No meio-campo, chamou a atenção a ausência de Oscar e Ramires, que já foram titulares da seleção. Casemiro e Philippe Coutinho são novidades na seleção, se comparada à que disputou a Copa do Mundo, e devem ser titulares. Neymar e Diego Tardelli devem ser os titulares no ataque, o que mostra que o Brasil também tem uma boa ofensiva. Diferente do que fez há um ano atrás, a seleção deve começar mais focada e mais compromissada.

Os jogos do Brasil na fase de grupos serão contra Peru, Colômbia e Venezuela. Apenas a Colômbia foi para a Copa do Mundo de 2014 e tem mais chances surpreender, já que conta com um ataque muito eficiente: James Rodríguez, Jackson Martínez, Falcão Garcia e Juan Cuadrado. A seleção canarinho deve aproveitar as chances que tiver nos jogos contra o Peru e Venezuela, e o sistema defensivo deve trabalhar muito para segurar o ataque colombiano. Para as quartas de final, Argentina, México, Uruguai, Chile, Brasil e Colômbia são os favoritos, e todos devem usar de um bom ataque para disputar o título. Para o Brasil, o grande desafio será jogar bem defensivamente e movimentar bastante no ataque, além de contar com os artilheiros Neymar e Tardelli. A expectaiva é grande!


Guilherme Jamil

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Fórmula 1 2016 - Para atrair os fãs

Para atrair os fãs da Fórmula 1 novamente são necessárias mudanças. É evidente e inegável que a audiência do esporte está em queda livre há algum tempo. Mas a solução para este problema é evidente também: os fãs querem mais competitividade.

A Fórmula 1 dos anos 80 e 90 atraia os brasileiros por vários e diversos motivos, dentre eles a grande competitividade e a boa representação do Brasil nas corridas, com Nelson Piquet e Ayrton Senna. Naquela época era mais disputa, emoção e esportividade. A Fórmula 1 de hoje é muito mais monótona, desinteressante e política. A causa disso é o grande interesse dos dirigentes da categoria apenas nos lucros financeiros, e o esporte mesmo e a audiência ficam em segundo plano.

A temporada de 2015 se caminha para mais uma disputa entre os pilotos da equipe Mercedes: Lewis Hamilton e Nico Rosberg com a presença secundária de Sebastian Vettel, visto que a Mercedes ainda tem um carro muito superior a qualquer outro. Nas últimas corridas foi notável uma ascensão da equipe Lotus, com bons desempenhos de Romain Grosjean, ao passo que a equipe Williams não consegue manter o mesmo desempenho da temporada passada, já que agora a Ferrari e Lotus se fortaleceram e estão mais ao nível da Williams. Considerada por muitos fãs e jornalistas, as duas maiores decepções da temporada são os desempenhos muito abaixo do esperado das equipes Red Bull e McLaren, que até pouco tempo eram as grandes equipes da Fórmula 1. Para 2016 as equipes deveriam se fortalecer e a categoria começar a mudar a partir do regulamento.

A Mercedes deveria apenas manter seu bom desempenho, logicamente. Mas a grande rivalidade entre Rosberg e Hamilton dividiu a equipe. Isso já aconteceu na McLaren de Senna e Prost e o resultado não foi dos melhores. A qualquer momento a disputa interna poderá ficar maior que a disputa do campeonato com um todo, o que pode arruinar a Mercedes.

A Ferrari apresentou uma grande evolução desde a temporada passada, quando o chefe da equipe Stefano Domenicali deixou o comando. Domenicali pode ser visto como o grande problema da Ferrari ao longo destes anos, já que a Ferrari sob o comando e projeto de Jean Todt (chefe da Ferrari antes de Domenicali) e a Ferrari de Maurizio Arrivabene (atual dirigente da escuderia italiana) provaram que eram boas o suficiente para disputar corridas e até campeonatos. Era Alonso o grande diferencial da Ferrari e levava o carro além dos limites para conseguir bons resultados. Para 2016, o time italiano deve pensar em outro piloto, já que Kimi Räikkönen deixará a categoria ao final do ano. Valtteri Bottas seria a melhor opção até o momento.

A Williams pode ter um futuro complicado. Felipe Massa não consegue acompanhar o desempenho de seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas, e seu desempenho já é criticado há algum tempo por alguns fãs e jornalistas. Para complicar mais a situação da equipe inglesa, esta pode ser a última temporada de Bottas na equipe. A Williams terá que repensar sua dupla de pilotos para 2016 e evoluir mais o carro na parte aerodinâmica.

Red Bull era a equipe que dominava a Fórmula 1 há apenas dois anos atrás. Com uma assustadora queda de desempenho a equipe austríaca, o mago projetista, como é conhecido Adrian Newey, terá que evoluir o carro na parte aerodinâmica e o motor Renault também deverá evoluir. Não se pode afirmar que os pilotos da equipe estão em má fase e são culpados pelo desempenho abaixo do esperado pois o carro também deixou a desejar. Sem contrato com um segundo piloto para 2016, a equipe ainda terá que procurar um piloto para preencher esta vaga. Uma renovação de contrato com Daniil Kvyat poderia ser útil.

Force Índia sempre foi uma equipe de constante ascensão desde que ingressou na categoria, em 2008. O carro é muito veloz ainda que equipado com o motor Mercedes, mas é outra equipe que precisa de um carro mais aerodinâmico. Nico Hülkenberg já provou seu talento, por isso não seria surpresa se recebesse uma proposta da Williams, Red Bull ou até mesmo da Ferrari. Logo a Force Índia deve pensar em outro piloto. Ambos os pilotos da equipe Sauber poderiam ser interessantes para a equipe, mas a equipe ainda pode se esforçar para manter Hülkenberg na equipe.

Houve uma notável queda de rendimento da tradicional Lotus, após a saída de Räikkönen da equipe, em 2013. Contudo, a equipe está recuperando o bom desempenho ao longo desta temporada, com uma notável evolução do carro, que vem sendo convertido em bons resultados, principalmente para Romain Grosjean. A baixa da equipe é o mau desempenho de Pastor Maldonado, que ainda precisa provar seu talento, já que abandonou nas seis primeiras provas do campeonato. A dupla de pilotos será mantida para 2016, mas o carro ainda precisa evoluir muito para chegar ao nível da Mercedes e, assim, disputar por pódios e vitórias.

Acreditava-se em uma maior evolução da Sauber por uma boa primeira aparição na Austrália, mas o baixo orçamento pesou e a equipe não conseguiu evoluir mais o carro ao longo da temporada. A aposta em jovens pilotos foi boa e a equipe conseguiu pontuar, o que não conseguiu em 2014. A aposta no motor Ferrari também deu resultados, mas a equipe ainda precisa de um orçamento maior para evoluir mais o carro para 2016.

Outra equipe que apostou em jovens pilotos foi a Toro Rosso, que é a equipe de base da Red Bull. Portanto a sua função é apenas revelar pilotos, para a Red Bull. Mas a Red Bull deveria investir mais na Toro Rosso para os pilotos estreantes terem mais condições de duelar com veteranos e disputar pódios ou vitórias. Max Verstappen e Carlos Sainz Jr. mostraram ser muito arrojados e velozes, mas ainda cometem erros de principiantes. Seria interessante para a equipe manter a dupla de pilotos e lhes dar a oportunidade de adquirir experiência, fundamental para o bom desempenho na Fórmula 1.

A surpresa negativa da temporada é a McLaren. A aposta no motor Honda foi frustrante para esta temporada. A equipe deve evoluir para a próxima temporada, mas ainda terá muito o que melhorar para chegar ao nível da Mercedes. É desanimador para a equipe e frustrante para os fãs ver uma equipe tão tradicional quanto a McLaren e uma dupla de pilotos campeã mundial disputarem os últimos lugares do grid. A dupla de pilotos será mantida, mas fica a expectativa.

Desanimador é também o desempenho da Manor, que ainda não conseguiu disputar boas posições no seu sexto ano na categoria. O baixíssimo orçamento não permite que a equipe inglesa tenha um carro a par de disputar posições com outras escuderias e a ameaça de deixar a Fórmula 1 aumenta a cada ano. Bernie Ecclestone, o dirigente da Fórmula 1 poderia incentivar mais as equipes como a Manor para que possam ter um bom desempenho, pois não há muito o que fazer para a escuderia.

Gene Haas é o dono de uma excelente equipe na NASCAR, e resolveu investir na Fórmula 1 com a entrada da equipe Haas. O receio da maioria dos fãs e jornalistas é que a nova equipe repita o desempenho da Manor, Caterham e HRT, que não conseguiram chegar ao nível das demais equipes. A dupla de pilotos ainda não está definida, mas o investimento deve ser grande, mas pode ser outra equipe que dependerá de mais incentivo da Fórmula 1.

Esse incentivo financeiro pode ser adquirido com uma mudança da premiação do Campeonato de Construtores e uma redução do orçamento final das equipes, definido pelo regulamento, que deve ser alterado para que haja maior competitividade. A volta do reabastecimento durante as corridas, a livre escolha dos compostos de pneus, uma alteração nos carros como a retirada de alguns aparelhos tecnológicos e uma mudança no sistema de pontuação certamente melhorariam a categoria. Bernie Ecclestone é o principal responsável por essas mudanças. Depende apenas de você, Bernie!

Guilherme Jamil

domingo, 7 de junho de 2015

Champions League - O prêmio que todo jogador quer!

Apos uma má fase, temporadas sem títulos importantes e o fim da doutrina, construída no comando de Josep Guardiola, o Barcelona, reestruturado, está de volta ao topo.

Foi mais um jogo típico dos europeus, bem diferente do futebol que estamos acostumados a ver nos campeonatos brasileiros. Um jogo de intensidade total, muita marcação, muita valorização da posse de bola e a movimentação junto com passes com qualidade que foram primordiais para a construção das principais jogadas. Como na maioria dos jogos dos campeonatos europeus, a posse de bola foi decisiva e fundamental para a vitória do Barcelona, que contou com a experiência e a habilidade dos meio-campistas Busquets, Rakitić e Iniesta (mais tarde, Xavi Harnández) para controlar o meio-campo no jogo, ter mais posse de bola, trocar mais passes, movimentar muito e armar jogadas que levaram perigo ao gol, implementando seu estilo de jogo e fazendo sua proposta se sobressair sobra a da Juventus. O Barcelona ainda explorou o lado esquerdo do campo no primeiro tempo, jogando em cima de Marchisio, da Juventus. Também pareceu mais intenso, disposto e melhor preparado fisicamente. Com isso, controlou o primeiro tempo, chutou mais vezes ao gol e chegou ao primeiro gol com Rakitić, aos quatro minutos, após uma ótima jogada pela esquerda e uma assistência de Iniesta. O time espanhol ainda teve várias chances de ampliar o placar, mas foi a Juventus que chegou ao gol, com um excelente passe de Marchisio para Lichtsteiner pela ponta direita, que achou Tévez na área e Morata aproveitou o rebote para empatar. A Juventus aproveitou seu momento no jogo para tentar a virada, mas se expôs muito, dando espaços para contra-ataques do time espanhol. Em um desses contra-ataques Suárez marcou, após um rebote do chute de Messi. A Juventus não deveria se expor muito contra um time que tem um trio ofensivo muito habilidoso e veloz, talvez esse tenha sido o principal erro. Após o gol de Suárez ambos os times ainda tiveram chances, mas o Barcelona aproveitou mais um contra-ataque e Neymar fechou o placar em 3 a 1.

A Juventus deveria ter pressionado mais a saída de bola do Barcelona e o meio-campo deveria ter se imposto no jogo. A posse de bola foi fundamental para a decisão do jogo, e assim a Juventus não chegou a ter controle do jogo. Talvez, se o meio-campo tivesse se imposto sobre o Barcelona, os atacantes Morata e Tévez teriam aparecido mais para o jogo e Pogba aproveitaria de sua velocidade, Pirlo seria fundamental com passes precisos, Vidal e Marchisio se movimentariam mais e a Juventus teria mais oportunidades de chutar ao gol. A Juventus pareceu ter sentido muito o alto desgaste físico sofrido pela maioria dos jogadores, o que deu mais oportunidades para o Barcelona atacar. Ressaltando que a posse de bola seria fundamental, o Barcelona teve controle do jogo a partir da grande porcentagem do tempo com a bola dominada. Busquets, Iniesta e Rakitić se sobressaíram sobre o meio-campo da Juventus, controlaram o jogo e criaram mais oportunidades de gol, a partir da alta movimentação de Suárez e Neymar. Messi não se movimentou muito no primeiro tempo, mas participou de jogadas importantes no segundo tempo. Contudo, a impressão que sua falta de movimentação passou foi que Messi sentiu muito desgaste físico, já que esse é o último jogo da temporada e Messi é uma peça indispensável nesse time do Barcelona. Mas o time, como um todo, se mostrou muito bem preparado fisicamente para o jogo, apesar do alto desgaste. Houveram muitos contra-ataques com muita velocidade e muito eficientes, que provaram o esse bom preparo físico do Barcelona.

Alguns já falam em time do século, ou em doutrina. Mas o que é certo é que o Barcelona leva a Champions League pela quinta vez (pela terceira vez em sete anos). Uma verdadeira aula de profissionalismo e futebol de alto nível, que dá gosto de se ver jogar.


Foi sim um prêmio. Mas foi muito merecido.

Guilherme Jamil

sábado, 6 de junho de 2015

Fórmula 1 - Para dar a volta por cima!

Após a etapa da Malásia, Sebastin Vettel deu aos espectadores uma impressão de mais equilíbrio na temporada de 2015 da Fórmula 1. Mas após quatro corridas o cenário volta a ficar parecido com o de 2014: soberania e domínio quase total dos pilotos da equipe Mercedes, com Lewis Hamilton um pouco à frente de Nico Rosberg.

Essa soberania é um dos principais fatores da queda de audiência da Fórmula 1 no Brasil. Outro fator que deve ter grande influência nessa queda de audiência é a ausência de um piloto brasileiro que frequentemente está no pódio, vence corridas e disputa o título, como Ayrton Senna, Nelson Piquet, Emmerson Fittipaldi e o próprio Felipe Massa, há alguns anos atrás. Para melhorar essa queda de audiência, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro, mudanças no regulamento, nos carros e na forma da corrida são necessárias. A questão que há muito tempo é discutida é: "O que mudar?". Há várias possibilidades e vários pontos que podem ser mudados. A questão do domínio de apenas uma equipe (como a Brawn em 2009, Red Bull em 2011 e 2013 e a Mercedes em 2014 e 2015) poderia ser mudada com o limite orçamentário da construção dos carros e a premiação do campeonato de construtores poderia ser mais igual, para que as equipes tenham desenvolvimento dos carros parecido, financeiramente, para maior competitividade entre mais equipes. A Fórmula 1 é um esporte muito caro, e isso certamente influencia na competição. A direção da Fórmula 1, diminuindo os custos, poderia até mesmo abrir espaço para a entrada de novas equipes na categoria, mas equipes que consigam se firmar e se desenvolver com mais facilidade. Outro ponto que poderia ser discutido é a tecnologia nos carros. É indiscutível que os carros mais tecnológicos são mais seguros, mas até onde isso pode ser bom para a categoria? Apenas as equipes com maior orçamento são capazes de aplicar e desenvolver a alta tecnologia nos carros. A Fórmula 1 não deveria voltar a ser aquela categoria das décadas de 1980 e 1990 que, apesar de competitivas, eram muito inseguras. Mas que o carro poderia ser mais manual é evidente. Outro fator que pode ser revisado é a pontuação das corridas, onde o vencedor ganha 25 pontos e os 10 primeiros pontuam. No sistema que permaneceu até 2009, apenas 8 carros pontuavam e o vencedor ganhava apenas 10 pontos. Quanto mais carros pontuarem maior será a competitividade, já que mais posições que oferecem pontos serão disputadas. Mas quanto menor a pontuação maior será a competitividade e a disputa pelo campeonato. Outro ponto que já está sendo discutido é a volta do reabastecimento e a disponibilidade de todos os tipos de compostos de pneus (super-macios; macios; médios; duros) para as equipes para todas as corridas , ampliando a diversificação de das estratégias de corrida.

Lewis Hamilton venceu as corridas da China e do Barein com certa facilidade e controle. Rosberg se manteve em segundo, tentando pressionar Hamilton, e sua estratégia diferente lhe garantiu a vitória na Espanha. Vettel errou na estratégia no Barein, e chegou em quinto, mas nas corridas da China e da Espanha conseguiu pressionar os carros da Mercedes, mas conquistou apenas terceiro. Kimi Räikkönen não consegue acompanhar o ritmo dos carros da Mercedes e de seu companheiro de Ferrari, Sebastian Vettel. A corrida de Mônaco se caminhava para mais uma vitória de Hamilton, com Rosberg em segundo e Vettel em terceiro. Mas, em um erro de estratégia no final da prova, Hamilton entrou nos pits e deu a vitória para Rosberg e o segundo lugar para Vettel.

O campeonato se desenha para uma disputa entre Hamilton, Rosberg e com alguma pressão de Vettel. Para os demais resta apenas uma rápida reação ou o planejamento para 2016.

Guilherme Jamil

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Final da UEFA Champions League 2015 - Vale a taça!

A partida é a mais sonhada do mais importante campeonato da Europa. E o prêmio é a prestigiada taça:

Mais uma temporada européia de futebol se encerra, tradicionalmente, com a partida que define o novo campeão da Europa: a final da UEFA Champions League. O confronto deste ano será entre times muito dominantes em seus países e tradicionais em seu continente. Se trata de Barcelona e Juventus.

Ambos os times conquistaram a copa nacional e o campeonato nacional de seus respectivos países desta temporada e têm ótimos elencos, o que mostra que o jogo promete ser muito competitivo e intenso. O elenco da Juventus é a base da seleção italiana, com seis jogadores que serviram à seleção na última edição da Copa do Mundo da FIFA, sendo que todos foram frequentemente escalados como titulares da seleção italiana nos jogos do mundial. O Barcelona conta com um elenco de jogadores jovens e jogadores experientes. O trio de ataque é considerado um dos melhores, se não o melhor ataque do futebol dos dias atuais. Messi, Suárez e Neymar garantiram o triunfo do Barcelona nesta temporada com mais de 100 gols marcados pelos jogadores desse trio ofensivo. O Barcelona viveu tempos difíceis após a saída do técnico Josep Guardiola, e passou por uma reestruturação no elenco. Do time que venceu por duas vezes a UEFA Champions League em 2009 e 2011 apenas Messi, Iniesta, Xavi, Daniel Alves e Piqué tentarão o terceiro triunfo da UEFA Champions League com o Barcelona, agora sob o comando do ex-jogador do Barcelona e do Real Madrid e que disputou as Copas do Mundo de 1994, 1998 e 2002 Luís Henrique.

O Barcelona teve que eliminar três gigantes times europeus na última fase para chegar até a final: Manchester City, Paris Saint-Germain e o poderoso Bayern de Munique, e não sofreu pressões ameaçadoras de nenhum desses times. Já a Juventus teve que passar pelo Borussia Dortmund, pelo Mônaco e pelo atual campeão Real Madrid. O confronto contra o Mônaco foi duro, decidido por um único gol marcado pela Juventus no segundo jogo, e no confronto contra o Real Madrid a Juventus soube jogar contra um gigante time europeu, tendo controle de ambos os jogos (jogo de ida e volta), mostrando muita confiança. 
São excelentes times, que tiveram que provar seu valor ao longo da temporada para chegar à decisão do campeonato mais cobiçado por qualquer clube europeu de futebol e para estar a beira da Tríplice Coroa (três conquistas de campeonatos em apenas uma temporada).

Para segurar o trio ofensivo do Barcelona, a Juventus terá que segurar uma provável pressão inicial e não apostar apenas nos contra-ataques, jogando retrancada e oferecendo posse de bola ao Barcelona. Apesar da ausência do zagueiro Giorgio Chiellini, a Juventus deverá contar com a presença de Andrea Barzagli para substituí-lo. Os ataques de ambos os times jogarão contra excelentes defesas, portanto a armação de jogadas será fundamental, logo o meio-campo e a posse de bola podem ser fatores decisivos para o confronto. Para o Barcelona, a "chave do jogo" está na formação de jogadas e tomada do meio-campo, sendo, talvez a principal função, que será exercida por Andrés Iniesta. Sua ligação com o trio ofensivo, a posse de bola e o controle do jogo serão primordiais para o sucesso do time espanhol. Dúvidas da capacidade e habilidade técnica e tática de ambos os times não existem. Mas, pelo fato de a final da UEFA Champions League encerrar a temporada européia de futebol, sendo, logo, o último jogo de uma temporada que muito exige da alta performance dos jogadores durante todo o ano, há sempre um questionamento da capacidade física dos jogadores, que muitas vezes jogam completamente desgastados e têm que superar seus próprios limites e desafiar os limites do corpo humano para terminar o jogo bem fisicamente. Porém, o alto nível do bom jogo de futebol apresentado pelos times europeus sempre garante um espetáculo à parte, especial para os jogadores e telespectadores.

Sábado, dia 6/6 às 15:45, no estádio Olímpico de Berlim, se prepare para fortes emoções de um jogo especial, diferente dos demais!


Guilherme Jamil

quinta-feira, 4 de junho de 2015

NBA The Finals - Bola ao alto!

Nesta fase apenas os mais valentes podem jogar. Apenas os mais fortes, mais talentosos e que mais disputaram durante o campeonato inteiro. Esta fase é a The Finals!


Para o Golden State Warriors a campanha fenomenal da Regular Season com 67 vitórias garantiu-lhes o primeiro lugar da Western Conference. Com isso enfrentaram o mediano New Orleans Pelicans. Mas o New Orleans Pelicans chegou a incomodar o time sensação da temporada. Com as estrelas do time Klay Thompson e Stephen Curry, os Warriors suportaram essa pressão e venceram a série por 4-0, mas com alguns excelentes jogos, como o terceiro jogo onde os Warriors tiveram que descontar uma vantagem e 20 pontos no último quarto e venceram na prorrogação. Na fase seguinte enfrentariam o Memphis Grizzlies, um time muito constante que seria mais ao nível dos ng Warriors. Agora os Warriors teriam que provar que saberiam jogar contra um time que tinha uma grande estrela: Marc Gasol. Os Warriors saíram na frente, mas fizeram os dois jogos seguintes bem abaixo do que haviam mostrado ao longo da temporada. Mas Curry e Thompson foram novamente fundamentais para a virada na série e a consequente vitória por 4-2. Veio, então, a classificação para a Conference Final. O Houston Rockets era apontado como o possível maior concorrente dos Warriors, e esse confronto veio na Conference Final, após uma virada espetacular dos Rockets na série contra o Los Angeles Clippers. Dwight Howard e James Harden duelariam contra Stephen Curry e Klay Thompson, o que aumentou a expectativa para esse confronto. Mas o que ocorreu foi o inesperado: os Warriors quase conseguiram uma "varrida na série" contra os Rockets, com grandes atuações de Thompson e Curry. Após mais esta mágica vitória em uma série nos Playoffs, The Finals espera os Warrior para o destino final de sua temporada.


Os Cavaliers começaram a série contra o Boston Celtics, que se classificaram com uma campanha negativa, isto é, obteve mais derrotas do que vitórias na Regular Season, e eram apontados como grandes favoritos. LeBron James, Kyrie Irving e Kevin Love fizeram valer o favoritismo e venceram a série por 4-0 sem muitas dificuldades. Veio a classificação e o Chicago Bulls na Conference Semi-Finals. O time dos Bulls era liderado por Derrick Rose, Jimmy Butler e Pau Gasol, que muitos fãs e jornalistas acreditavam que seriam capazes de equilibrar os jogos contra os Cavaliers. Os Bulls saíram na frente no primeiro jogo e pressionaram bastante os Cavaliers nos jogos seguintes. Chegaram a segunda vitória na série, após uma cesta fenomenal de Derrick Rose, com o cronômetro zerado e lideravam a série por 2-1. Mas LeBron James provou mais uma vez o motivo de ser considerado um dos melhores jogadores da atualidade e fez três jogos incríveis, onde ajudou os Cavaliers a reverter a vantagem dos Bulls e se classificarem para a Conference Final. Nesta fase os Cavaliers tiveram pela frente o Atlanta Hawks, o time com melhor campanha da Eastern Conference na Regular Season. Mas LeBron James foi novamente fundamental para a vitória dos Cavaliers, que controlaram os jogos 1 e 2. O terceiro jogo foi decidido na prorrogação, após os Hawks descontarem uma vantagem de cinco pontos no quarto período. Mas o triplo-duplo (quando um jogador consegue marcar pelo menos 10 pontos, recuperar 10 rebotes e dar 10 assistências) de LeBron James garantiu a vitória dos Cavaliers no jogo 3. Com mais um jogo controlado e uma vitória nesse jogo 4, os Cavaliers venceram a série por 4-0 e chegam a sua segunda aparição na The Finals.


Os Warriors e os Cavaliers são times que não vieram de uma brilhante temporada em 2014, mas apareceram como os grandes destaques deste ano e essa pode ser considerada a melhor final possível para essa temporada da NBA. LeBron James chega a sua quinta final consecutiva, mas, como ele próprio já citou no início dos Playoffs deste ano, os Cavaliers não têm uma boa experiência em Playoffs e o time tem que saber lidar com isso. Os Warriors, por sua vez, chegam a sua primeira aparição nas finais desde o título de 1975. Os Warriors demonstraram, ao longo da temporada, muita consistência e força de vontade para "espantar o fantasma", mas não há favoritos na The Finals. Portanto, ambos os times deverão se surpreender e surpreender o adversário. As grandes estrelas LeBron James, Kyrie Irving, Stephen Curry e Klay Thompson terão papéis essenciais e primordiais para o seu consequente sucesso. As únicas certezas são: a vontade de ambos será muito grande e a competitividade estará nas alturas. Mas quando a bola subir será apenas emoção!


Guilherme Jamil

quarta-feira, 3 de junho de 2015

NHL Playoffs - A corrida para a Stanley Cup

Após 7 meses de intensa disputa, finalmente chegou o grande momento!

O que dizer das disputas, entregas dos jogadores, vontade, contato e estratégia? Simplesmente interessante, atrativo e competitivo, o que hóquei no gelo precisa ter e ser para uma grande final como essa:


A história de como chegaram lá é empolgante, pois foi um ano onde já se pode afirmar que os Playoffs da NHL foram muito disputados, antes mesmo da Stanley Cup!

O Chicago Blackhawks é sempre uma ameaça na NHL. Esse time sempre consegue dar a volta por cima e sabe dominar jogos de Playoff. Terminou em terceiro em sua divisão este ano, um pouco desacreditado, já que nos anos anteriores o desempenho havia sido melhor. Nashville Predators, Saint Louis Blues e Minnesota Wild se classificaram pelo mesmo grupo "Western Central" e esses quatro times formaram dois dos confrontos das Conference Quater-Finals (equivalente às oitavas de finais, de uma maneira geral). Nashville Predators foi um time dominante e intensivo que lhe rendeu a liderança da divisão "Western Central" durante a maior parte da temporada. Mas o time teve uma queda notável e inesperada no final da temporada e terminou em segundo da divisão, o que significava um confronto entre Blackhawks e Predators na primeira fase dos Playoffs. O confronto foi muito disputado e Nashville conseguiu evoluir um pouco nos Playoffs, mas o time dos Blackhwaks tem um excelentíssimo preparo físico, que conseguiu virar jogos perto do final, ou mesmo na prorrogação, o que ocorreu em 3 dos 6 jogos que o Blackhawks precisou para vencer a série melhor de sete. No outro confronto, o líder do grupo (Blues) perdeu para o Wild, sendo a grande "zebra" dos Playoffs deste ano. O time dos Blues foi pouco agressivo, ofensivamente nos primeiros jogos da série, e as duas derrotas por 4 a 1 nos dois últimos jogos decretaram a vitória do Minnestoa Wild e uma aparição desastrosa do time dos Blues. Porém, como se esperava, o Minnesota Wild não foi nem um pouco páreo ao preparo físico, que novamente foi fundamental para a vitória, dos Blackhawks, que precisou de apenas quatro jogos para decretar a "varrida na série" e se classificar para a Conference Final.

O Anaheim Ducks, pelo outro grupo da Conferência Oeste, mostrou, ao longo da temporada regular, absoluto domino sobre todos os times. Winnipeg Jets, Calgary Flames e Vancouver Canucks também foram "zebras" ao se classificarem e eliminarem San Jose Sharks (encerrando a maior sequência de aparições em Playoffs consecutivas, que começou em 2003) e o atual campeão Los Angeles Kings. Os Jets não se mostraram páreos aos Ducks e perderam por 4-0 a série melhor de sete. Os Ducks, aproveitaram-se de seu ótimo e poderoso ataque para vencer a série, onde marcaram 16 gols nesses quatro jogos. Canucks x Flames foi uma série mais equilibrada e os Flames após um grande vacilo dos Canucks no jogo 6, onde chegaram a uma vantagem de 3 a 0 logo no primeiro período, vantagem esta que foi descontada com 4 gols dos Flames no terceiro período, fundamental para a vitória na série. O Calgary Flames ofereceu uma pressão maior aos Ducks. Com isso, os Flames evitaram uma "varrida na série" e conseguiram equilibrar os jogos 3 e 5 para a prorrogação, mas o poderoso ataque dos Ducks conseguiu anotar mais 19 gols nessa série e conseguiu a classificação para a Conference Final. Blackhawks x Ducks foi uma série de "colocar fogo no gelo". Ambos os times mantiveram suas características que os levaram até essa Final de Conferência: os Ducks com seu ataque poderosíssimo e os Blackhawks intensos durante o jogo todo e experiente em jogos de Playoff. O equilíbrio, a disputa e a entrega foi tão grande (notável que nenhum dos dois times havia ganhado dois jogos consecutivos nesta série até o jogo 7), que apenas um jogo 7 poderia definir a série melhor de sete, para dar uma pitada a mais de emoção ao público e vontade aos jogadores. O jogo 7, inevitável, seria decisivo, como sempre. Mas a experiência em Playoff deste time dos Blackhawks (que disputarão a terceira Stanley Cup destas últimas seis temporadas) garantiu-lhes a vantagem psicológica, que foi transformada em vantagem no jogo, já que abriram o placar com pouco mais de dois minutos de jogo e chegaram a abrir 4 a 0 no segundo período. Os Ducks esboçaram uma reação e marcaram dois gols e restavam 8 minutos para o jogo acabar (tempo mais do que suficiente para se marcar dois gols na NHL). Mas uma falta (Hooking de Cam Fowler - Ducks) que resultou em um power-play para os Blackhawks que resultou em um gol de Chicago, resultou na classificação dos Blackhawks para a final. O Anaheim Ducks ainda chegou ao terceiro gol restando 41 segundos para o fim do jogo, mas não foi suficiente.



Pela Eastern Conference o Tamba Bay Lightning começou a série contra o Detroit Red Wings. Esses times se classificaram em 2º e 3º do grupo "Eastern Atlantic". Ambos são mais estratégicos e menos agressivos. A estratégia e a paciência levaram o confronto ao equilíbrio, e o Lightning se prevalecendo no jogo 7 com um gol marcado no início do terceiro período. Pressionado, os Red Wings tiraram o goleiro para jogar em vantagem numérica (tática empty net) faltando em torno de 3 minutos para o final do jogo. Mas a tática não funcionou, o Lightning chegou ao segundo gol, já que os Red Wings jogavam sem goleiro, e se classificaram. Pelo mesmo grupo, Montreal Canadiens e Ottawa Senators (1º e 4º do grupo "Eastern Atlantic") vieram de temporadas contrastantes. Os Canadiens, de uma temporada brilhante e os Seantors de uma campanha inicial desastrosa e uma virada impressionante que lhes rendeu a vaga nos Playoffs. Os Canadiens sofreram grande pressão dos Senators que, apesar de perder os três primeiros jogos, perdeu todos esses por apenas um gol de diferença, sendo os jogos 2 e 3 decididos na prorrogação e reagiu na série com duas vitórias, sendo a segunda dominante (5 a 1). No jogo 6 os Senators pressionaram quase incessantemente os Canadiens com 43 disparos ao gol adversário. Porém, não marcaram. Ao contrário, tomaram um gol no início do jogo. O placar se manteve até os minutos finais, quando os Seantors adotaram a tática do empty net e os Canadiens chegaram ao segundo gol no último segundo do jogo, decretando a vitória na série. Na segunda fase o Lightning começou a série de forma avassaladora contra os Canadiens e venceram os três primeiros jogos de forma intensa. Os Canadiens buscaram a reação e venceram os dois jogos seguintes e a série se mostrava muito equilibrada e sem favoritos. Mas o jogo 6 foi dominado pelo Lightning e venceu por 4 a 1 e avançou para a Conference Final.

Pelo último grupo "Eastrern Metropolitan", o New York Rangers chega a mais um Playoff, sobre alguma pressão, já que perdeu a última Stanley Cup. Essa temporada, a jornada começou sobre pressão, novamente, desta vez do Pittsburgh Penguins. Os jogos foram bem equilibrados com vitórias apertadas do Rangers nos jogos 1 e 3, ambas por 2 a 1 e uma vitória dos Penguins por 4 a 3 no jogo 2. Os jogos 4 e 5 foram ainda mais intensos e equilibrados, onde houveram prorrogações em ambos os jogos, mas os Rangers ganharam ambos por 2 a 1 e venceu uma série não muito equilibrada, com apenas 5 jogos. No outro confronto da série, New York Islanders e Washington Capitals duelaram no que pode ser considerado o melhor confronto da primeira fase. Os Islanders venceram quando foram agressivos e os Capitals contavam com o brilho do artilheiro da temporada: Alexander Ovechkin. Com muito equilíbrio, esta foi mais uma série que foi decidida no sétimo jogo. Neste jogo, os Islanders foram muito ineficazes ofensivamente e dispararam apenas 11 vezes ao gol e Evengy Kuznetsov deificou o placar restando 7 minutos para o final do jogo. Os Capitals, time do artilheiro, enfrentaram o Rangers, time que obteve melhor campanha na Regular Season, na fase seguinte. Mais uma série muito equilibrada onde não se tiveram jogos onde o placar foi de dois ou mais gols de diferença. Os Capitals ofereceram forte pressão ao atual vice-campeão e conseguiram abrir 3-1 na série. Mas os Rangers, experientes em Playoff souberam lidar com essa situação e venceram os três jogos seguintes, sendo dois deles decididos na prorrogação, e avançaram para a Conference Final. Outra série muito equilibrada foi a esta Conference Final, onde O Lightning começou atrás e soube reverter a vantagem dos Rangers. A série seguiu muito disputada entre o jovem time do Tampa Bay Lightning e o experiente time dos Rangers, o que levou mais uma decisão ao sétimo jogo. Ao longo do campeonato, os Rangers contavam com um grande goleiro, Henry Lundqvist, mas não tinham um ataque dominante. E isso lhes custou a eliminação, já que o Lightning abriu o placar no início do terceiro período e não sofreram muita pressão dos Rangers. O Tampa Bay Lightning venceu o jogo e a Eastern Conference e disputará a Stanley Cup contra o Chicago Blackhawks.



A ESPN transmitirá todos os jogos nos dias 3, 6, 8, 10, 13*, 15* e 17* deste mês, sendo os dias marcados com * indicando  que o jogo pode não ser necessário, caso a série seja decidida antes destes jogos. Foi a quarta vez na história que ambas as finais de conferência são decididas em um jogo sete, sendo a última vez que este fato ocorreu na temporada de 2000, o que mostra tamanha competitividade que se tem na NHL nesta temporada. O que esperar? O experiente Blackhawks ou o jovem Lightning? Só pode haver um vencedor!


Guilherme Jamil

terça-feira, 2 de junho de 2015

NASCAR - Faltam apenas 7 vagas!

Mais 4 corridas se passaram e a expectativa aumenta cada vez mais em torno da NASCAR. Restam agora 14 corridas para o Chase, e nove pilotos, que já venceram alguma corrida, já estão classificados: Jimmie Johnson, Kevin Harvick, Joey Logano, Dale Earnhardt Jr., Brad Keselowski, Matt Kenseth, Denny Hamlin, Kurt Busch e Carl Edwards. Todos esses pilotos já provaram que são capazes, habilidosos e talentosos, e a classificação não é nenhuma surpresa. Martin Truex Jr. vêm evoluindo desde alguns anos e agora é uma forte promessa para o Chase. Ainda não venceu, mas já esteve perto em várias corridas e vem realizando um campeonato bem constante e seguro, e é a surpresa da temporada. Jeff Gordon, Kasey Kahne e Ryan Newman também já provaram seu talento na NASCAR, mas ainda não venceram e não estão classificados para o Chase. Contudo, se o Chase começasse hoje, todos estariam classificados por pontos. Para não correrem riscos, ainda vão atrás da vitória, mas até agora não se mostraram superiores ou dominantes em nenhuma corrida, apenas um pouco constantes. Aric Almirola, Jamie McMurray e Paul Menard já fizeram boas corridas e temporadas na NASCAR mas ainda não convenceram. Apesar disso, estão constantes esta temporada e estão em boas posições para compor o Chase. Clint Bowyer ainda é outro que pode brigar por uma vaga no Chase, mas ainda não convenceu este ano, e seu desempenho vem piorando desde seu vice-campeonato em 2012. Terá que começar a convencer e ser mais constate e, talvez, até ganhar uma prova para se consolidar na disputa. Kyle Busch está de volta às pistas após seu acidente em Daytona, antes da abertura da temporada da Sprint Cup. Kyle, é outra ameaça para os pilotos que brigam por uma vaga no Chase. Pelo fato de ter ficado de fora das 11 primeiras corridas do ano, é um pouco improvável que se classifique por pontos, mas basta apenas Kyle ser um pouco regular, para compor o grupo dos 30 primeiros na tabela de classificação e vencer uma corrida até o Chase. Tony Stewart mostra que está mesmo em uma má fase em seu final de carreira, e pode ser considerado a decepção do ano com esse desempenho bem abaixo do esperado. Uma pena que uma carreira brilhante se encerra desta forma para o tricampeão da NASCAR. Apesar de Greg Biffle fazer o que pode, está complicadíssima a situação da Roush Fenway, que vê seus pilotos em 19º, 27º e 31º na tabela de classificação. Ricky Stenhouse Jr. e Trevor Bayne simplesmente não conseguem acompanhar o ritmo dos demais e é improvável a classificação desses dois pilotos. Greg Biffle é o que está em melhor situação na equipe, mas mesmo assim, em uma situação difícil de acreditar. A Roush, que era uma equipe que constantemente contava com dois, três ou até quatro pilotos disputando o Chase, hoje se vê em uma situação difícil, talvez pela saída de Carl Edwards da equipe e pela não adaptação às novas regulamentações. Outro caso bem desanimador, já que se trata uma equipe tão tradicional na NASCAR. Kyle Larson, Austin Dillon e A.J. Allmendinger são outros pilotos que não tem um bom desempenho há algum tempo e precisam convecer para terem chances de disputar o Chase ou até mesmo segurar seus lugares nas equipes em que estão.

Nessas últimas 4 corridas houve uma considerável ascenção da Joe Gibbs. Carl Edwards fez uma estratégia ousada em Charlotte, Matt Kenseth e Denny Hamlin conquistando Top 10 frequentemente e Kyle Busch retorna às pistas com uma 11ª colocação, que lhe dá confiança para seguir perseguindo o Chase. Após a vitória em Charlotte, a equipe Joe Gibbs é a primeira a ter três pilotos classificados para o Chase e, pouco a pouco, vem se adaptando a sua nova estrutura, com quatro carros competitivos. Kevin Harvick reduziu um pouco seu frenético ritmo do início do campeonato, mas é o piloto que liderou voltas em mais corridas (11 das 12 até agora), e espera o Chase para brilhar. Martin Truex Jr. ainda persegue sua vitória, mas se 15 pilotos diferentes ou menos ganharem as 26 corridas antes do Chase, com essa constância Martin Truex Jr. se classificará. Basta não vacilar. Jimmie Johnson se tornou o primeiro a vencer três vezes na temporada e mostra que está se recuperando da temporada passada, onde teve um desempenho abaixo do esperado, com uma ótima fase. Outro destaque é Kurt Busch que finalmente conseguiu dar a volta por cima em Richmond, após seu escândalo na justiça, e depois de bater na trave algumas vezes essa temporada. Mas não foi uma vitória qualquer. Kurt liderou 291 voltas e, simplesmente, dominou a prova. Fascinante! Bem vindo ao Chase e bem vindo de volta à NASCAR, Kurt Busch! E Dale Earnhardt Jr. vence em Talladega e se garante no Chase. A família Earnhardt vai encrementando sua doutrina em Talladega pouco a pouco. E Carl Edwards chega "no sopro" do combustível, quando apostou em uma ousada estratégia que lhe rendeu a vitória.













A competitividade aumenta a cada corrida, mas a NASCAR não facilita para os pilotos. A disputa segue intensa e o Chase se aproxima. As 14 corridas seguintes definirão as 7 vagas restantes para o Chase. As 14 próximas corridas podem encerrar ou glorificar mais ainda a carreira do brilhante tetracampeão Jeff Gordon que vai deixar saudades ao final da temporada. Ele merece mais essa chance! Ainda tem gasolina no tanque, Jeff?


Guilherme Jamil